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Cancer

Carcinoma: tipos, tratamento e o que é

Este guia explica o que é carcinoma, quais são seus principais tipos, como ele é diagnosticado e estadiado e como as decisões de tratamento são tomadas.

Escrito por:Erkan Bayram
Última atualização
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Carcinoma: tipos, tratamento e o que é
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O que é carcinoma?

Carcinoma é um câncer que se desenvolve a partir das células epiteliais, que revestem superfícies do corpo e muitos órgãos internos e glândulas.

Como o tecido epitelial está presente em grande parte do organismo, carcinomas podem surgir em diferentes locais. Muitos cânceres de mama, pulmão, cólon, próstata, pâncreas e pele pertencem a essa categoria, embora apresentem subtipos histológicos diferentes.

Carcinoma, portanto, não é uma única doença. O termo descreve a família celular da qual o câncer se originou. O órgão onde o tumor começou e suas características microscópicas são usados para definir um diagnóstico mais específico.

Um diagnóstico pode ser descrito como adenocarcinoma pulmonar, carcinoma ductal invasivo da mama, carcinoma de células escamosas da pele ou carcinoma urotelial da bexiga. Todos são carcinomas, mas representam doenças diferentes.

Quais são os principais tipos de carcinoma?

Os principais tipos de carcinoma são classificados de acordo com o tipo de célula epitelial em que o tumor se desenvolve.

O adenocarcinoma surge em células epiteliais glandulares ou em células com características semelhantes a glândulas. Muitos cânceres de mama, cólon, próstata, pâncreas e pulmão são classificados dessa forma.

O carcinoma de células escamosas se desenvolve a partir de células escamosas, que estão presentes na pele e também revestem partes dos sistemas respiratório, digestivo e urinário.

O carcinoma basocelular começa nas células basais da parte inferior da epiderme. É um tipo frequente de câncer de pele e costuma se comportar de forma diferente dos carcinomas de órgãos internos.

O carcinoma urotelial, historicamente chamado de carcinoma de células transicionais, surge no revestimento especializado do trato urinário e ocorre principalmente na bexiga.

O subtipo é importante porque carcinomas originados em diferentes células podem apresentar comportamentos, tratamentos e prognósticos muito diferentes.

O que é adenocarcinoma?

Adenocarcinoma é um carcinoma que se desenvolve a partir de células glandulares ou de células que apresentam características glandulares.

Essas células podem produzir muco, hormônios, enzimas digestivas ou outras secreções. Por isso, o adenocarcinoma pode surgir em diversos órgãos.

Um adenocarcinoma de cólon e um adenocarcinoma de pulmão pertencem à mesma categoria histológica geral, mas são tratados como cânceres diferentes porque têm locais de origem e características moleculares distintas.

O termo adenocarcinoma isoladamente não descreve todo o diagnóstico. O órgão de origem, o estágio e os biomarcadores também são fundamentais para compreender a doença.

O que é carcinoma de células escamosas?

Carcinoma de células escamosas é um câncer que surge em células epiteliais achatadas chamadas células escamosas.

Essas células estão presentes na pele, mas também revestem diferentes estruturas internas. Por isso, esse tipo de carcinoma pode aparecer em várias regiões.

Um carcinoma de células escamosas da pele não é a mesma doença que um carcinoma de células escamosas do pulmão ou do esôfago.

O local de origem influencia diretamente o tratamento. Uma pequena lesão cutânea pode ser tratada principalmente com cirurgia local, enquanto uma doença em órgão interno pode exigir cirurgia, radioterapia, terapia sistêmica ou uma combinação dessas abordagens.

O tipo histológico descreve a célula, mas o órgão de origem continua sendo essencial.

O que é carcinoma basocelular?

Carcinoma basocelular é um câncer de pele que começa nas células basais localizadas na camada inferior da epiderme.

Ele costuma se comportar de maneira diferente de muitos carcinomas internos. Geralmente cresce localmente e apresenta risco muito menor de metástase para órgãos distantes.

Isso não significa que possa ser ignorado. Sem tratamento, o tumor pode aumentar e lesar estruturas próximas, como pele, cartilagem e, em alguns casos, osso.

O tratamento depende do tamanho, localização, risco de recorrência e características do paciente. A cirurgia é comum, mas outras abordagens locais podem ser utilizadas em casos selecionados.

O que é carcinoma urotelial?

Carcinoma urotelial é um câncer que surge no urotélio, o revestimento especializado do trato urinário.

Ele ocorre principalmente na bexiga, mas também pode surgir na pelve renal ou nos ureteres.

Em registros antigos, pode aparecer como carcinoma de células transicionais.

No câncer de bexiga, é importante determinar se o tumor permanece nas camadas superficiais ou se invadiu a musculatura da bexiga.

Tumores superficiais podem ser tratados com procedimentos realizados pela uretra e com medicamentos aplicados diretamente na bexiga. Doença músculo-invasiva ou metastática geralmente requer tratamentos mais extensos.

O que significa carcinoma in situ?

Carcinoma in situ significa que as células epiteliais apresentam características cancerosas, mas ainda não invadiram os tecidos vizinhos.

A expressão in situ significa em seu local original.

Isso é diferente de um carcinoma invasivo, no qual as células malignas atravessaram a membrana basal e penetraram o tecido adjacente.

Algumas lesões in situ podem evoluir para câncer invasivo se não forem tratadas, mas o risco varia conforme o órgão e o tipo de lesão.

Carcinoma in situ também não deve ser confundido com câncer metastático ou avançado. Por definição, a doença permanece não invasiva no local analisado.

O que é carcinoma invasivo?

Carcinoma invasivo é um carcinoma que ultrapassou a camada epitelial onde começou e penetrou os tecidos próximos.

Invasivo não significa necessariamente metastático.

Um câncer pode ser invasivo e ainda permanecer restrito ao órgão de origem. Metástase significa que células cancerosas chegaram a tecidos ou órgãos distantes.

A patologia determina se ocorreu invasão. Exames de imagem e outros testes ajudam a definir a extensão da doença.

Essa diferença é importante porque o termo invasivo, por si só, não significa que o câncer já se espalhou pelo corpo.

Qual é a diferença entre carcinoma e sarcoma?

Carcinoma se origina em tecido epitelial, enquanto sarcoma surge em tecidos conjuntivos ou de sustentação, como osso, músculo, gordura, cartilagem e vasos sanguíneos.

Ambos são cânceres malignos, mas têm origens celulares diferentes.

Essa distinção influencia a classificação e o tratamento. Um tumor localizado em um órgão não é necessariamente um carcinoma. Alguns tumores podem surgir de tecido conjuntivo, células imunológicas ou outros tipos celulares.

Outras grandes categorias incluem leucemias, que começam nos tecidos formadores de sangue, e linfomas, que surgem em células do sistema imunológico.

O diagnóstico patológico fornece informações que a localização anatômica isoladamente não consegue oferecer.

Como o carcinoma é diagnosticado?

O carcinoma geralmente é confirmado pelo exame de células ou tecidos obtidos por biópsia ou cirurgia.

Exames de imagem podem mostrar uma lesão suspeita e sua localização, mas normalmente não conseguem definir sozinhos o subtipo histológico exato.

O patologista analisa o material ao microscópio para identificar células epiteliais malignas. O laudo pode informar subtipo, grau, padrão de invasão e outros achados relevantes.

Testes adicionais podem avaliar proteínas, receptores, mutações ou outros biomarcadores.

O processo diagnóstico pode incluir:

  • Avaliação clínica e dos sintomas

  • Exames de imagem adequados ao órgão

  • Biópsia ou amostra cirúrgica

  • Análise anatomopatológica

  • Imuno-histoquímica quando a origem celular é incerta

  • Testes moleculares ou de biomarcadores quando podem alterar o tratamento

  • Exames de estadiamento após confirmação de doença invasiva

Nem todos os pacientes precisam realizar todos esses exames.

O que significam grau e estágio no carcinoma?

Grau descreve a aparência das células cancerosas ao microscópio, enquanto estágio indica a extensão da doença no organismo.

Esses conceitos não são iguais.

O grau pode indicar o nível de diferenciação das células. Tumores bem diferenciados ainda lembram mais o tecido normal de origem, enquanto tumores pouco diferenciados apresentam células mais anormais.

O estágio costuma considerar o tumor primário, os linfonodos regionais e a presença de metástases a distância, embora o sistema específico varie conforme o tipo de câncer.

Duas pessoas podem ter o mesmo subtipo de carcinoma e estágios completamente diferentes.

O estágio é um dos principais fatores utilizados para decidir o tratamento e estimar o prognóstico.

O carcinoma pode se espalhar para outras partes do corpo?

Sim, carcinomas invasivos podem produzir metástases quando células cancerosas deixam o tumor primário e formam novos tumores em outros locais.

A disseminação pode ocorrer por vasos linfáticos, corrente sanguínea ou invasão direta de tecidos próximos.

O local mais provável de metástase depende em parte do câncer de origem.

Mesmo depois de se espalhar, o câncer mantém sua identidade original. Um adenocarcinoma de cólon que chega ao fígado continua sendo câncer colorretal metastático, e não câncer primário do fígado.

Quando a origem não é evidente, patologia, imuno-histoquímica e testes moleculares podem ajudar a identificar o local primário.

Em alguns pacientes, a origem permanece desconhecida mesmo após investigação. Essa condição é chamada carcinoma de origem primária desconhecida.

Como o carcinoma é tratado?

O tratamento do carcinoma depende do órgão de origem, subtipo histológico, estágio, biomarcadores e estado geral de saúde.

Não existe um único tratamento para todos os carcinomas.

A cirurgia pode remover tumores localizados quando é possível obter ressecção adequada. A radioterapia pode ser usada para tratar uma área específica.

A quimioterapia utiliza medicamentos sistêmicos para destruir ou reduzir o crescimento das células cancerosas.

Terapias-alvo agem sobre alterações moleculares ou proteínas específicas presentes em determinados tumores.

A imunoterapia estimula ou ajuda o sistema imunológico a reconhecer e combater células cancerosas e já faz parte do tratamento de diferentes carcinomas.

A terapia hormonal é importante em tumores que dependem de sinais hormonais, incluindo determinados cânceres de mama e próstata.

Muitos pacientes recebem mais de uma modalidade de tratamento.

Como os biomarcadores influenciam o tratamento?

Biomarcadores podem identificar características biológicas de um carcinoma que ajudam a selecionar tratamentos específicos.

A oncologia moderna não classifica todos os tumores apenas pelo órgão e pela aparência microscópica.

Um adenocarcinoma de pulmão, por exemplo, pode ser testado para alterações moleculares que possuem terapias-alvo disponíveis. O câncer de mama pode ser avaliado quanto a receptores hormonais e HER2.

Outros tumores podem ser analisados para prever a possibilidade de benefício com imunoterapia ou medicamentos direcionados.

Duas pessoas com o mesmo diagnóstico geral podem, portanto, receber tratamentos diferentes.

Os biomarcadores se tornaram uma parte cada vez mais importante da ligação entre diagnóstico e escolha terapêutica.

Carcinoma tem cura?

Alguns carcinomas podem ser curados, principalmente quando são diagnosticados ainda localizados e podem ser completamente tratados.

Não existe, porém, uma única taxa de cura para todos os carcinomas.

Um pequeno carcinoma basocelular de pele tem perspectiva muito diferente de um adenocarcinoma pancreático metastático, embora ambos sejam carcinomas.

O órgão de origem, subtipo, estágio, grau, características moleculares, resposta ao tratamento e saúde geral influenciam o prognóstico.

Por isso, não é possível fornecer uma taxa de sobrevida significativa apenas com base na palavra carcinoma.

Ter carcinoma significa que o câncer está avançado?

Não, carcinoma não significa que o câncer esteja avançado ou metastático.

A palavra descreve a origem celular do tumor, não o estágio.

Um carcinoma pode ser in situ, invasivo e localizado ou metastático.

Quando uma pessoa vê o termo carcinoma no laudo, as perguntas mais úteis são onde o câncer começou, qual é o subtipo, se existe invasão e qual é o estágio.

Essas informações são muito mais importantes para compreender o diagnóstico.

Quais informações devem ser verificadas após o diagnóstico?

Após um diagnóstico de carcinoma, é útil conhecer o local primário, subtipo histológico, grau, presença de invasão e estágio.

Também deve ser esclarecido se existem linfonodos ou órgãos distantes envolvidos.

Em determinados cânceres, biomarcadores podem acrescentar informações essenciais para o tratamento.

Uma forma prática de entender o diagnóstico é pedir à equipe de oncologia que o descreva em uma frase completa, incluindo órgão de origem, subtipo, estágio e biomarcadores importantes.

Com essas informações, tratamento e prognóstico podem ser discutidos de forma mais precisa.

Qual é o principal ponto a entender sobre carcinoma?

O principal ponto é que carcinoma é uma categoria ampla de câncer e não uma única doença.

Seu significado clínico depende do órgão de origem, subtipo epitelial, presença de invasão, estágio e biomarcadores relevantes.

Duas pessoas diagnosticadas com carcinoma podem ter tratamentos e prognósticos completamente diferentes.

A palavra carcinoma identifica a família celular do câncer. O diagnóstico patológico completo e o estadiamento mostram o que essa informação significa para cada paciente.

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